Abertas inscrições para o Prêmio Nacional de Educação Fiscal 2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

                      


Como funciona o Prêmio O prêmio é dividido em duas categorias: escolas e instituições, abrange todo o país, e visa premiar as melhores iniciativas de Educação Fiscal em atividade ou realizadas em 2014.  As inscrições estão abertas no período de 29/4 a 30/6. O regulamento e o formulário de inscrição estão disponíveis no site www.premioeducacaofiscal.com.br. Nas três primeiras edições do prêmio foram enviados mais de 400 projetos, de todos os estados, além do DF.

A premiação
A grande noite de premiação ocorrerá no dia 17/11, em Brasília, com a participação dos dez projetos finalistas do ano. Serão entregues aos cinco primeiros troféus e premiações em dinheiro no valor de R$ 15 mil e R$ 10 mil para o primeiro e segundo lugares, na categoria Instituições; e R$15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil na categoria Escolas. Também será entregue um Certificado de Reconhecimento para todas iniciativas participantes da edição.

Quem patrocina e apoia a iniciativa
O prêmio tem o patrocínio da Petrobras, do Banco de Brasília - BRB e apoio institucional das associações filiadas, do Correio Braziliense, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados (OAB) do Grupo Globo, do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat) do Centro de Interamericano de Administração Tributária (Ciat), da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) do Fórum Nacional de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), e do Portal Congresso em Foco.
Para o presidente do BRB, Vasco Gonçalves, com a iniciativa o banco cumpre seu dever de colaborar com a discussão sobre a importância da fiscalização e do acompanhamento dos gastos públicos pelo cidadão. “O BRB, como instituição financeira, tem papel fundamental neste cenário, pois acredita que a disseminação de conceitos de educação financeira e fiscal à população, contribuem diretamente com o exercício da cidadania, a melhoria da qualidade de vida e o crescimento do país”, explicou Vasco durante a solenidade.

Clique aqui para conferir a cobertura da TV Febrafite no evento.
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sexta-feira, 29 de maio de 2015






Parabéns, queridos amigos de profissão! Que a cada dia nos apaixonemos ainda mais por esta ciência maravilhosa.

Projeto ‘Up With English – 2015’ atenderá alunos da rede estadual de ensino

Estudantes de duas unidades escolares serão beneficiados com o curso

Nesta quinta-feira (21/05), no auditório da Seeduc, aconteceu a cerimônia de lançamento do projeto “Up With English – 2015”, uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação com o IBEU - Instituto Brasil-Estados Unidos. O projeto conta com a parceria da Chevron e do Consulado Geral dos Estados Unidos e como objetivo o ensino da língua inglesa para alunos das 2ª e 3ª séries do Ensino Médio.


Na edição de 2015, dois colégios farão parte da inciativa: o Colégio Estadual Luiz Carlos da Vila, em Manguinhos, e o Colégio Estadual Reverendo Hugh Clarence Tucker, na Gamboa. Fernando Correia, assessor da Diretoria de Ensino da Seeduc e coordenador do projeto, afirma que, além de ensinar o inglês, a ideia do curso é preparar os estudantes para a vida profissional.

- Os estudantes serão atendidos por um curso de inglês que tem uma didática voltada para a orientação profissional. Queremos preparar estes alunos para a sua entrada no mercado de trabalho - disse Fernando.

O diretor Regional Pedagógico da Metropolitana VI, Leonardo Monteiro Trotta, acredita que a iniciativa traz mais um diferencial para os estudantes da rede.

- O projeto é uma marca da ação da Seeduc, que busca trazer sempre mais oportunidades para nossos alunos. Eles precisam ser preparados para o mundo profissional. Espero que eles aproveitem este curso – afirmou o diretor.


Talita da Silva, da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Luiz Carlos da Vila, se diz feliz com a chance de estudar outra língua.

- Esse curso é muito importante para mim porque vai me ajudar a entrar no mercado de trabalho. Era o que eu queria e, agora que consegui, estou super feliz. Ele vai me ajudar a aprender a língua inglesa e a desenvolver mais habilidades para seguir com o que eu quero para o futuro: ser nutricionista – conta a aluna.






Fonte: http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=2441771

Atividades de Fusos Horários – Profª Dídima

terça-feira, 23 de agosto de 2011

I Seminário Latino-Americano de Geografia e Gênero: Espaço, Gênero e Poder, PUC-Rio, 8-11nov

terça-feira, 9 de agosto de 2011


I Seminário Latino-Americano de Geografia e Gênero: Espaço, Gênero e Poder / Pré-encontro da Conferência Regional da União Geográfica Internacional: Conectando diferenças através de fronteiras espaciais

PUC - Rio de Janeiro

novembro 8, 2011 – novembro 11, 2011


I Seminário Latino-Americano de Geografia e Gênero: Espaço, Gênero e Poder / Pré-encontro da Conferência Regional da União Geográfica Internacional: Conectando diferenças através de fronteiras espaciais
I Latin American Geography and Gender Seminar : Space, Gender and Power / Regional Conference of the International Geographical Union Pre- Meeting

Instituições: PUC- Rio / UEPG / UGI

PROGRAMAÇÃO / SCHEDULE :
8 de novembro de 2011 / November 08, 2011
18:00-19:00
6p.m-7p.m
Abertura com organizadores locais e presidente da UGI – Comissão de Gênero
Event opening with local organizers and UGI president – Gender Commission
19:00-21:00
7pm - 9pm
Conferência de abertura / Homenagem / Opening Conference/ Tribute
Janice Monk (University of Arizona). Título / Title: Colocando Gênero na Geografia: Política e Prioridades / Placing Gender in Geography: Politics and Priorities .
Rosa Ester Rossini (USP)
21:00-23:00
9pm-11pm
Coquetel – Lançamento livros – Atividade Cultural
Cocktail - Book Launch – Cultural Activity
9 de novembro de 2011 / November 9, 2011
9:00–12:00
9am-12pm
Mesa Redonda 1 – Espaço escolar, gênero e sexualidades
Roundtable 1 – School, gender and sexuality
Coordenador / Coordinator: Augusto Cesar Pinheiro da Silva (PUC-RIO).
Membros / Members / Título / Title:
Lúcia Facco (UERJ): Era uma vez um casal diferente: a temática homossexual na educação literária infanto-juvenil / Once upon a time a different couple: homosexual thematic in literary education of children and teenagers.
Claudia Reis (UERJ): Borrando fronteiras: uma visão ampliada entre sexualidades e escolas / Blurring boundaries: a broader view of sexualities and schools
Eduarda Ferreira (Universidade Nova de Lisboa):Questões de género e orientação sexual em espaço escolar / Gender and sexual orientation in schools
Gill Valentine (University of Leeds): Vivendo a diferença: a educação e a intersecção de gênero e heteronormatividade / Lived difference: education and the intersection of gender and heteronormativity.
14:00-17:00
2pm-5pm
Grupos de Trabalho / Working Groups
Coordenadores / Coordinators: Ivaldo Lima (PUC-Rio), Marcelo Alonso Morais (CPII).
10 de novembro de 2011/ November 10, 2011
9:00–12:00
9am-12am
Mesa Redonda 2 – Espaços generificados e poder
Roundtable 2 – Gendered spaces and Power
Coordenadora: / Coordinator: Denise Pini Rosalem (PUC-Rio)..
Membros / Members: / Título / Title:
Diana Lan (Universidad Nacional del Centro de la Província de Buenos Aires):Género y violencia. Una ostentación de género en cada concepto / Gender and violence: An ostentation of gender in each concept
Maria das Graças Silva Nascimento Silva (UNIR): Geografia e Gênero em Assentamentos Rurais: Espaços de Poder / Geography and Gender in Rural Settlements: Spaces of Power.
Susana Maria Veleda da Silva (FURG): Mulher e trabalho: novos e velhos dilemas / Women and work: new and old dilemmas
Maria Dolors Garcia Ramon (Universidad Autónoma de Barcelona): Geografia feminista desde los márgenes: cuestionando la hegemonia angloamericana / Feminist Geography from the borders: Questioning Anglo-American hegemony .
14:00-17:00
2pm-5pm
Grupos de Trabalho / Working Groups
Coordenadores / Coordinators: Regina Célia de Mattos; (PUC-Rio). Alides Baptista Chimin Jr (UEPG); Alex Ratts (UFG).
11 de novembro de 2011/ November 10, 2011
9:00–12:00
9am- 12pm
Mesa Redonda 3– Geografia, gênero e sexualidades
Roundtable 3 – Geography, gender and sexuality
Coordenador / Coordinator: Joseli Maria Silva (UEPG).
Membros / Members / Título / Title:
David Bell (University of Leeds): Geografias das Sexualidades: Reflexões e Perspectivas / Geographies of Sexualities: Reflections and Prospects.
Jon Binnie (Manchester Metropolitan University): Repensando a Nação nas Geografias das Sexualidades./ Rethinking the Nation in Geographies of Sexualities'.
Marcio Jose Ornat (UEPG): Território Descontínuo e Prostituição Travesti no Sul do Brasil / Discontinuous Territory and Tranvestite Prostitution in Southern Brazil
Paulo Jorge Vieira (Universidade de Lisboa): Prazeres, posições e pontos cardeais: o “norte”e o “sul”das geografias das sexualidades / Pleasure, positions and cardinal points: the "North" and the "South" of geographies of sexualities.
14:00-17:00
2pm-5pm
Grupos de Trabalho / Working Groups
Coordenadores / Coordinators: Miguel Ângelo Ribeiro (UERJ); Rodrigo Rossi (UEPG); Benhur Pinós da Costa (UFSM)
18:00–20:00
6pm-8pm
Conferêcia de Encerramento / Enceramento do Evento
Closing Conference / Event Closing
Robyn Longhurst (University of Waikato) / Título / Title: Vergonha e orgulho: mães solteiras contam suas histórias sobre o ensino superior / Shame and pride: Sole mothers tell their stories about tertiary education.
Objetivos do evento / Goals of event:
- Ampliar o campo teórico-metodológico da geografia latino-americana a partir da abordagem de gênero em sua dimensão espacial.
- Increase the theoretical and methodological field of the Latin American Geography from gender approach in its spatial dimensions.
-Promover a discussão entre pesquisadores de diferentes países e procedências institucionais sobre a temática de gênero e sexualidades.
- Promote discussion between researchers from different countries and institutions on gender and sexualities issues.
-Consolidar as relações de produção científica entre grupos de pesquisa nacionais e internacionais.
- Strengthen the scientific production relations between national and international research groups.
-Aprofundar o conhecimento da produção científica que co-relaciona gênero e sexualidades com os conceitos fundantes da geografia.
- Deepen the knowledge of scientific production that co-relates gender and sexualities with the foundational concepts of geography.
 

Pedagogia da Geografia

terça-feira, 14 de junho de 2011

O CASAMENTO DA GEOGRAFIA TRADICIONAL COM A EDUCAÇÃO TRADICIONAL

Colocado o papel do ensino de Geografia no mundo atual e o contexto alienante em que a Educação está inserida, é necessário pensarmos no rompimento desse processo de alienação. A Geografia, mesmo dentro desse contexto, não pode e não deve permitir que os alunos saiam da escola reproduzindo um sistema que os sufoca.
É sabido que durante muito tempo o ensino de Geografia caracterizou-se por ser um ensino tradicional – fundamentado na Educação Tradicional – de uma Geografia Tradicional – ambos fundamentados no método positivista analítico dedutivo-indutivo.
Mas não há como negar que os pressupostos positivistas estão impregnados na escola tradicional, pois algumas práticas pedagógicas e teorias educacionais estão alicerçadas nesses pressupostos.
O objetivo da escola tradicional é a transmissão de conhecimento, ou seja, uma preocupação conteudista. Desta forma, o aluno é visto como um agente passivo, cabendo a ele decorar e memorizar o conjunto de conhecimentos significativos da cultura da humanidade previamente selecionados e transmitidos pelo professor em aulas expositivas. O mundo é uma externalidade ao aluno, ou seja, não é dada a ele a possibilidade de sua inserção no processo histórico.
Como não considera o processo histórico, a Educação Tradicional é extremamente estática e fragmentada.
A Geografia positivista reduz a realidade ao mundo dos sentidos. “Assim, para o positivismo os estudos devem restringir-se aos aspectos visíveis do real, mensuráveis, palpáveis. (...) A descrição, a enumeração e classificação dos fatos referentes ao espaço são momentos de sua apreensão”.
Essa postura tomada pela Geografia obedecia a lógica do contexto sociopolítico e econômico do momento em que foi institucionalizada no século XIX.
Podemos perguntar se esse atrelamento da Geografia ao modo de produção capitalista pode ser estendido para o século XXI? Acredito que sim.
Para o Estado, a Geografia tinha uma função ideológica claramente definida, ou seja, criar uma ideologia patriótica e nacionalista, conforme aponta Lacoste (1977).

Palestra "A atuação Docente em Geografia no Ensino Básico", com Luciana Arruda.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Palestra "A atuação Docente em Geografia no Ensino Básico", com Luciana Arruda.
Data: 15/06 - Quarta
Horário: 14 hs.
Local: UERJ/Maracanã - Auditório 71 - 7º andar.

AGB - Nota de Falecimento do Prof. Mauricio de Abreu

Ao Público da Geografia,

 

É com muito pesar que comunicamos o falecimento do Professor Maurício de Abreu na última quinta-feira. Geógrafo, dedicado aos estudos urbanos e históricos, tornou-se um dos grandes intelectuais no que diz respeito a temáticas como História da Cidade e Geografia do Rio de Janeiro. Além disso, era um grande entusiasta do trabalho de campo e uma pessoa correta e de grande humanidade enquanto profissional que formava futuros geógrafos. Autor do livro "Evolução Urbana do Rio de Janeiro", após 24 anos da sua publicação, ainda é a referência mais importante na Geografia, e muito provavelmente nos outros campos de estudo, sobre a evolução urbana carioca. Recentemente, Maurício de Abreu publicou outro livro, em dois volumes, intitulado "Geografia Histórica do Rio de Janeiro", que em 912 páginas apresenta um trabalho detalhado e fruto de uma intensa pesquisa sobre o surgimento e desenvolvimento da cidade.

Certamente, a Geografia perde um dos seus grandes intelectuais, porém, ganha novos desafios para dar continuidade e sistematizar os ensinamentos e os estudos realizados por este excelente Geógrafo.

 

Associação dos Geógrafos Brasileiros

Diretoria Executiva Nacional

Seção Rio de Janeiro

Seção Niterói

Pedagogia 3000 - Brasil: PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO (sujeita a alterações)

Pedagogia 3000 - Brasil: PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO (sujeita a alterações)

6º Encontro Internacional de Educação - PEDAGOGIA 3000


A Pedagogia da Geografia

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA

Ensinar Geografia nos dias atuais requer dos professores a formulação de questões centrais, tais como: para que se ensina Geografia? Por que aprender Geografia?
Alguns autores acreditam que o ensino de Geografia seja fundamental para que as novas gerações possam acompanhar e compreender as transformações do mundo, dando à disciplina geográfica um status que antes não possuía.
A Geografia, necessariamente, deve proporcionar a construção de conceitos que possibilitem ao aluno compreender o seu presente e pensar o futuro com responsabilidade, ou ainda, preocupar-se com o futuro através do inconformismo com o presente.
Compreender a realidade significa pensar criticamente sobre ela. Geografia escolar pode também ser um instrumento de transformação, desde que se livre dos seus parâmetros tradicionais de pontos geográficos, rios, picos.
Callai (1998) aponta três motivos para se ensinar Geografia no sentido de compreender o mundo como totalidade. Assim, o primeiro motivo trata de conhecer mundo e obter informações a seu respeito. O segundo motivo é conhecer o espaço produzido pelo homem, as causas que deram origem às formas na relação entre sociedade e natureza. Por fim, o objetivo maior de ensinar Geografia é fornecer ao aluno condições para que seja realmente construída a cidadania.
Os argumentos sobre a importância ou o papel do ensino de Geografia nas escolas não podem ficar descolados do objetivo maior da Educação. De fato, não compete exclusivamente a essa disciplina o papel transformador da sociedade.
O que temos nesse silenciamento da voz da Educação é o impedimento de ações horizontalizadas, ou seja, ações pensadas e praticadas pelos professores, funcionários da Educação, alunos e comunidade. Temos, desta forma, apenas ações verticalizadas, isto é, engendradas por burocratas e altos funcionários dos poderes administrativos. O espaço escolar, nesse sentido, é repressivo e suas ações ultrapassam o limite de seus muros. Para Lefebvre (1977), a ação pedagógica corresponde e serve para reforçar a divisão do trabalho na sociedade burguesa capitalista.
Nesse sentido, acreditamos que é possível pensar na liberdade da Educação em relação ao capitalismo.
Contraditoriamente, a missão cultural do neoliberalismo, ou seja, o discurso único, nos dá as condições necessárias para a busca dessa “segunda consciência”, uma vez que cria – ideologicamente – o sentimento de impossibilidade de transformação.
O papel da Educação e, dentro dessa, o do ensino de Geografia é trazer à tona as condições necessárias para a evidenciação das contradições da sociedade a partir do espaço, para que no seu entendimento e esclarecimento possa surgir um inconformismo e, a partir daí, uma outra possibilidade para a condição da existência humana.

Geografia |  Fique por dentro

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Geografia | Fique por dentro

Geografia |  Gerenciamento de estresse em professores - As causas são nossas velhas conhecidas, o interessante é saber identificá-las para lidar com o estresse e ganhar qualidade de vida

Geografia | Gerenciamento de estresse em professores - As causas são nossas velhas conhecidas, o interessante é saber identificá-las para lidar com o estresse e ganhar qualidade de vida

Seminário "Desenvolvimento e Educação: Qual Desenvolvimento e Educação para qual Sociedade?"

segunda-feira, 8 de novembro de 2010


Geografia na sala de aula

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

        Um brilhante professor, de uma disciplina da área de exatas, com o qual trabalhamos durante muitos anos, uma vez nos perguntou qual seria o assunto da aula de geografia naquele dia. Quando respondemos que era o Programa Nacional do Álcool, ele fez um breve comentário: “Isso não é assunto de uma aula, mas de um evento!”.
          É evidente que, por trás desse comentário, feito por pura brincadeira, havia um certo ar de ironia. Pois, aos olhos de quem não trabalha com a geografia em sala de aula, tratar de um assunto desse porte em 50 minutos — mais do que um objetivo — é uma pretensão. E foi com o mesmo espírito de brincadeira (e também com o certo ar de ironia) que respondemos na mesma hora: “Afinal, se alguém nesta escola tem que ser pretensioso, então que sejam os professores de geografia!”.

          Brincadeiras e ironias à parte, uma coisa é certa: o professor de geografia trata de
assuntos “do tamanho e da complexidade do mundo”, o que explica sua necessidade de preparar a aula organizando-a de forma extremamente cuidadosa, respeitando uma seqüência de aspectos a serem analisados. No nosso caso, por exemplo, sempre procuramos preparar a aula respondendo a algumas questões que, apesar de óbvias, nos parecem fundamentais sobre o assunto.

           Exemplificando, para uma aula sobre o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), poderíamos prepará-la respondendo às seguintes questões:

1. O que é Programa Nacional do Álcool?
2. Quando ele foi implantado?
3. Quais os motivos que contribuíram para sua implantação no país?
4. Por que ele se desenvolveu de forma mais expressiva no centro-oeste de São Paulo e na Zona da Mata do Nordeste?
5. Quais as causas de âmbito nacional e internacional que determinaram o apogeu e o declínio desse programa no cenário energético brasileiro?
6. Quais as principais conseqüências desse programa para o meio rural brasileiro?
7. Por que ele gerou tanta polêmica no país?
8. O que representa no contexto energético nacional nos dias atuais?

           Se no correr da aula, conseguirmos responder adequadamente a cada uma dessas questões, na ordem em que elas se apresentam, certamente o assunto terá sido abordado de forma satisfatória no tempo disponível, sem que tenhamos deixado de tratar de algum aspecto fundamental.

           É claro que, se houver maior disponibilidade de aulas para abordar esse mesmo assunto, o tratamento poderá ser muito mais enriquecido. Porém a realidade do sistema escolar brasileiro não se caracteriza por privilegiar a nossa disciplina com relação à carga horária. Por isso, o professor de geografia precisa desenvolver em seu trabalho uma fabulosa capacidade de síntese, refletindo na sala de aula aquela que é provavelmente a mais original característica da ciência geográfica: analisar a
dinâmica das relações estabelecidas entre a ação humana e o ambiente, baseando-se na síntese das informações oferecidas pelas ciências afins.
Hélio e Tito são professores do ensino médio e autores do livro “Lições de Geografia” (Scipione)

Fonte: http://www.geomundo.com.br/sala-dos-professores-20124.htm