Atividades de Fusos Horários – Profª Dídima
I Seminário Latino-Americano de Geografia e Gênero: Espaço, Gênero e Poder, PUC-Rio, 8-11nov
terça-feira, 9 de agosto de 2011
I Seminário Latino-Americano de Geografia e Gênero: Espaço, Gênero e Poder / Pré-encontro da Conferência Regional da União Geográfica Internacional: Conectando diferenças através de fronteiras espaciais
PUC - Rio de Janeiro
novembro 8, 2011 – novembro 11, 2011
Instituições: PUC- Rio / UEPG / UGI
Pedagogia da Geografia
terça-feira, 14 de junho de 2011
Colocado o papel do ensino de Geografia no mundo atual e o contexto alienante em que a Educação está inserida, é necessário pensarmos no rompimento desse processo de alienação. A Geografia, mesmo dentro desse contexto, não pode e não deve permitir que os alunos saiam da escola reproduzindo um sistema que os sufoca.
É sabido que durante muito tempo o ensino de Geografia caracterizou-se por ser um ensino tradicional – fundamentado na Educação Tradicional – de uma Geografia Tradicional – ambos fundamentados no método positivista analítico dedutivo-indutivo.
Mas não há como negar que os pressupostos positivistas estão impregnados na escola tradicional, pois algumas práticas pedagógicas e teorias educacionais estão alicerçadas nesses pressupostos.
O objetivo da escola tradicional é a transmissão de conhecimento, ou seja, uma preocupação conteudista. Desta forma, o aluno é visto como um agente passivo, cabendo a ele decorar e memorizar o conjunto de conhecimentos significativos da cultura da humanidade previamente selecionados e transmitidos pelo professor em aulas expositivas. O mundo é uma externalidade ao aluno, ou seja, não é dada a ele a possibilidade de sua inserção no processo histórico.
Como não considera o processo histórico, a Educação Tradicional é extremamente estática e fragmentada.
A Geografia positivista reduz a realidade ao mundo dos sentidos. “Assim, para o positivismo os estudos devem restringir-se aos aspectos visíveis do real, mensuráveis, palpáveis. (...) A descrição, a enumeração e classificação dos fatos referentes ao espaço são momentos de sua apreensão”.
Essa postura tomada pela Geografia obedecia a lógica do contexto sociopolítico e econômico do momento em que foi institucionalizada no século XIX.
Podemos perguntar se esse atrelamento da Geografia ao modo de produção capitalista pode ser estendido para o século XXI? Acredito que sim.
Para o Estado, a Geografia tinha uma função ideológica claramente definida, ou seja, criar uma ideologia patriótica e nacionalista, conforme aponta Lacoste (1977).
Palestra "A atuação Docente em Geografia no Ensino Básico", com Luciana Arruda.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Data: 15/06 - Quarta
Horário: 14 hs.
Local: UERJ/Maracanã - Auditório 71 - 7º andar.
AGB - Nota de Falecimento do Prof. Mauricio de Abreu
Ao Público da Geografia,
É com muito pesar que comunicamos o falecimento do Professor Maurício de Abreu na última quinta-feira. Geógrafo, dedicado aos estudos urbanos e históricos, tornou-se um dos grandes intelectuais no que diz respeito a temáticas como História da Cidade e Geografia do Rio de Janeiro. Além disso, era um grande entusiasta do trabalho de campo e uma pessoa correta e de grande humanidade enquanto profissional que formava futuros geógrafos. Autor do livro "Evolução Urbana do Rio de Janeiro", após 24 anos da sua publicação, ainda é a referência mais importante na Geografia, e muito provavelmente nos outros campos de estudo, sobre a evolução urbana carioca. Recentemente, Maurício de Abreu publicou outro livro, em dois volumes, intitulado "Geografia Histórica do Rio de Janeiro", que em 912 páginas apresenta um trabalho detalhado e fruto de uma intensa pesquisa sobre o surgimento e desenvolvimento da cidade.
Certamente, a Geografia perde um dos seus grandes intelectuais, porém, ganha novos desafios para dar continuidade e sistematizar os ensinamentos e os estudos realizados por este excelente Geógrafo.
Associação dos Geógrafos Brasileiros
Diretoria Executiva Nacional
Seção Rio de Janeiro
Seção Niterói
A Pedagogia da Geografia
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ensinar Geografia nos dias atuais requer dos professores a formulação de questões centrais, tais como: para que se ensina Geografia? Por que aprender Geografia?
Alguns autores acreditam que o ensino de Geografia seja fundamental para que as novas gerações possam acompanhar e compreender as transformações do mundo, dando à disciplina geográfica um status que antes não possuía.
A Geografia, necessariamente, deve proporcionar a construção de conceitos que possibilitem ao aluno compreender o seu presente e pensar o futuro com responsabilidade, ou ainda, preocupar-se com o futuro através do inconformismo com o presente.
Compreender a realidade significa pensar criticamente sobre ela. Geografia escolar pode também ser um instrumento de transformação, desde que se livre dos seus parâmetros tradicionais de pontos geográficos, rios, picos.
Callai (1998) aponta três motivos para se ensinar Geografia no sentido de compreender o mundo como totalidade. Assim, o primeiro motivo trata de conhecer mundo e obter informações a seu respeito. O segundo motivo é conhecer o espaço produzido pelo homem, as causas que deram origem às formas na relação entre sociedade e natureza. Por fim, o objetivo maior de ensinar Geografia é fornecer ao aluno condições para que seja realmente construída a cidadania.
Os argumentos sobre a importância ou o papel do ensino de Geografia nas escolas não podem ficar descolados do objetivo maior da Educação. De fato, não compete exclusivamente a essa disciplina o papel transformador da sociedade.
O que temos nesse silenciamento da voz da Educação é o impedimento de ações horizontalizadas, ou seja, ações pensadas e praticadas pelos professores, funcionários da Educação, alunos e comunidade. Temos, desta forma, apenas ações verticalizadas, isto é, engendradas por burocratas e altos funcionários dos poderes administrativos. O espaço escolar, nesse sentido, é repressivo e suas ações ultrapassam o limite de seus muros. Para Lefebvre (1977), a ação pedagógica corresponde e serve para reforçar a divisão do trabalho na sociedade burguesa capitalista.
Nesse sentido, acreditamos que é possível pensar na liberdade da Educação em relação ao capitalismo.
Contraditoriamente, a missão cultural do neoliberalismo, ou seja, o discurso único, nos dá as condições necessárias para a busca dessa “segunda consciência”, uma vez que cria – ideologicamente – o sentimento de impossibilidade de transformação.
O papel da Educação e, dentro dessa, o do ensino de Geografia é trazer à tona as condições necessárias para a evidenciação das contradições da sociedade a partir do espaço, para que no seu entendimento e esclarecimento possa surgir um inconformismo e, a partir daí, uma outra possibilidade para a condição da existência humana.
