Pedagogia da Geografia

terça-feira, 14 de junho de 2011

O CASAMENTO DA GEOGRAFIA TRADICIONAL COM A EDUCAÇÃO TRADICIONAL

Colocado o papel do ensino de Geografia no mundo atual e o contexto alienante em que a Educação está inserida, é necessário pensarmos no rompimento desse processo de alienação. A Geografia, mesmo dentro desse contexto, não pode e não deve permitir que os alunos saiam da escola reproduzindo um sistema que os sufoca.
É sabido que durante muito tempo o ensino de Geografia caracterizou-se por ser um ensino tradicional – fundamentado na Educação Tradicional – de uma Geografia Tradicional – ambos fundamentados no método positivista analítico dedutivo-indutivo.
Mas não há como negar que os pressupostos positivistas estão impregnados na escola tradicional, pois algumas práticas pedagógicas e teorias educacionais estão alicerçadas nesses pressupostos.
O objetivo da escola tradicional é a transmissão de conhecimento, ou seja, uma preocupação conteudista. Desta forma, o aluno é visto como um agente passivo, cabendo a ele decorar e memorizar o conjunto de conhecimentos significativos da cultura da humanidade previamente selecionados e transmitidos pelo professor em aulas expositivas. O mundo é uma externalidade ao aluno, ou seja, não é dada a ele a possibilidade de sua inserção no processo histórico.
Como não considera o processo histórico, a Educação Tradicional é extremamente estática e fragmentada.
A Geografia positivista reduz a realidade ao mundo dos sentidos. “Assim, para o positivismo os estudos devem restringir-se aos aspectos visíveis do real, mensuráveis, palpáveis. (...) A descrição, a enumeração e classificação dos fatos referentes ao espaço são momentos de sua apreensão”.
Essa postura tomada pela Geografia obedecia a lógica do contexto sociopolítico e econômico do momento em que foi institucionalizada no século XIX.
Podemos perguntar se esse atrelamento da Geografia ao modo de produção capitalista pode ser estendido para o século XXI? Acredito que sim.
Para o Estado, a Geografia tinha uma função ideológica claramente definida, ou seja, criar uma ideologia patriótica e nacionalista, conforme aponta Lacoste (1977).

Palestra "A atuação Docente em Geografia no Ensino Básico", com Luciana Arruda.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Palestra "A atuação Docente em Geografia no Ensino Básico", com Luciana Arruda.
Data: 15/06 - Quarta
Horário: 14 hs.
Local: UERJ/Maracanã - Auditório 71 - 7º andar.

AGB - Nota de Falecimento do Prof. Mauricio de Abreu

Ao Público da Geografia,

 

É com muito pesar que comunicamos o falecimento do Professor Maurício de Abreu na última quinta-feira. Geógrafo, dedicado aos estudos urbanos e históricos, tornou-se um dos grandes intelectuais no que diz respeito a temáticas como História da Cidade e Geografia do Rio de Janeiro. Além disso, era um grande entusiasta do trabalho de campo e uma pessoa correta e de grande humanidade enquanto profissional que formava futuros geógrafos. Autor do livro "Evolução Urbana do Rio de Janeiro", após 24 anos da sua publicação, ainda é a referência mais importante na Geografia, e muito provavelmente nos outros campos de estudo, sobre a evolução urbana carioca. Recentemente, Maurício de Abreu publicou outro livro, em dois volumes, intitulado "Geografia Histórica do Rio de Janeiro", que em 912 páginas apresenta um trabalho detalhado e fruto de uma intensa pesquisa sobre o surgimento e desenvolvimento da cidade.

Certamente, a Geografia perde um dos seus grandes intelectuais, porém, ganha novos desafios para dar continuidade e sistematizar os ensinamentos e os estudos realizados por este excelente Geógrafo.

 

Associação dos Geógrafos Brasileiros

Diretoria Executiva Nacional

Seção Rio de Janeiro

Seção Niterói

Pedagogia 3000 - Brasil: PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO (sujeita a alterações)

Pedagogia 3000 - Brasil: PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO (sujeita a alterações)

6º Encontro Internacional de Educação - PEDAGOGIA 3000